Follow:
Opiniões, Sem categoria

Universidade – sim ou não? // Conhece várias experiências!

Estamos a chegar a Setembro e por toda a blogosfera pipocam posts sobre o regresso às aulas. Faz dois anos que acabei a licenciatura e mais uns desde que terminei o secundário. Já não me revejo a fazer “Looks Regresso às Aulas”; “Material Escolar”; “Maquilhagem para escola” ou qualquer outro dos posts típicos no inicio do ano lectivo. No entanto há um post que eu achei que fazia sentido: Ir ou não ir para a universidade?

É um tema que nem toda a gente aborda e, depois de uma experiência na vida académica eu quis partilhar a minha opinião. Só que a minha opinião é apenas uma e eu não queria que esta publicação fosse unilateral. Então tive a ideia de chamar mais meninas – outras bloggers – para partilharem comigo as suas experiências. Porque umas fomos para o ensino superior, outras não… e, além disso, a experiência universitária não é igual para todas!

Por isso podem ir buscar um snack que o post vai ser longo e informativo!

Universidade – sim ou não? // Conhece várias experiências!

Raquel Abel

Entrei para a faculdade em 2012. Queria muito seguir jornalismo mas acabei por entrar em Comunicação Organizacional na Escola Superior de Educação de Coimbra e descobri que foi das melhores coisas que me aconteceu. Percebi que organizacional, relações públicas e tudo o que envolvesse esta área da comunicação tinha muito mais a ver comigo do que jornalismo, fosse ele qual fosse. Fiz o curso em 3 anos e meio e depois fiz o primeiro ano de mestrado em Comunicação Social – Novos media. Parei porque não estava a gostar, não me acrescentava nada e decidi esperar por outra época para tirar mestrado ou mais uma licenciatura – que pretendo desde sempre.

Durante os meus 3 anos na faculdade tive boas e más experiências. Hoje vejo que não aproveitei ao máximo e, se voltasse atrás, preferia ter vivido tudo de outra forma. No entanto teve coisas boas. Fui a praxes, praxei, vi que não era o papão que a comunicação social pinta. Fiz amigos e inimigos.  Aprendi a trabalhar em grupo. Aprendi que por vezes prefiro trabalhar sozinha. Fui ás aulas mas também matei várias no café ou a passear na cidade. Os sapatos do traje fizeram-me calos, a capa pesava nos braços e nos ombros mas chorei imenso quando me despedi da vida académica.

Sobre o curso e a faculdade: quando fui colocada ainda havia imenso estigma sobre licenciaturas em politécnicos e ouvi coisas terríveis. Não demorei muito para perceber que quem mandava as papaias para o ar era quem não sabia grande coisa do assunto. O curso que tirei tem bastante parte prática aliada à teórica. Tive imenso contacto com pessoas reais e organizações, o que me permitiu ter sempre uma noção diferente de como trabalhar em mercado de trabalho. Vários dos trabalhos que fizemos eram aplicados a situações reais e isso era sempre uma mais valia para compreender quais era, de facto, as melhores práticas em comunicação. No último semestre do curso temos um estágio curricular. Esse estágio é – para mim – um ponto forte de concorrência entre o meu curso e outros em universidades sem este recurso. É uma boa experiência entrar na área e trabalhar acompanhados pelos professores que nos dão apoio e orientam.

Na minha opinião vale a pena sim ir para a faculdade. Se tiverem uma área que gostem muito e que queiram investir e explorar. O conceito de fácil ou difícil é variável para cada um. Tudo se faz, com calma, dedicação e paciência. É uma experiência boa, que nos torna mais ricos e nos faz crescer.

Se estiverem indecisos façam uma pausa ou, tentem fazer o primeiro ano e decidam se de facto querem parar ou não! Independentemente daquilo que escolham tenham consciência que é uma opção apenas vossa e que devem ser vocês a comandar a vossa vida e o vosso coração!

Ju Garcia

Blog // Facebook

Ir ou não ir logo para a faculdade? Se me tivessem colocado essa questão quando ainda estava no secundário, responderia sem

pensar duas vezes: ir logo para a faculdade.

Nos anos em que estamos a estudar somos como que formatados a pensar que mal terminemos o secundário o caminho a seguir é esse. O que faz com que muitos se sintam pressionados a ingressar logo no ensino superior ou então tornarem-se “alérgicos” a ideia é optam por começarem a trabalhar.

 Eu tive a possibilidade de passar por ambas as situações. Sempre soube que queria ir para a faculdade e o curso que queria seguir.
Estando lá, passado algum tempo percebi que afinal Solicitadoria não era bem aquilo que queria. A desmotivação, associados a outros factores levaram-me a ter de ingressar no mercado de trabalho e suspender, temporariamente o meu percurso académico.
Olhando para trás, hoje vejo que foi a melhor decisão que tomei. Para além de me ter ajudado a perceber que área realmente queria seguir, adquiri experiência profissional e uma noção maior das exigências do mercado de trabalho – coisa que não possuía quando terminei o secundário, e tive de decidir o que iria fazer para o resto da vida – ajudou-me a perceber quais as áreas em que me quero especializar e, claro, como rentabilizar os meus estudos.
A via académica não é para todos, nem todos têm de ir para a faculdade, até porque há cursos em que a via profissional é mais valorizada e adequada pois combinam componentes práticas e teóricas – e desengane-se quem pensa que os cursos profissionais são menos exigentes, porque não são.
Vale a pena ir para a faculdade? Vale.
Vale a pena optar por um curso profissional? Vale.
Vale a pena tirar um ano para pesquisar, trabalhar e tentar perceber o que quero realmente fazer? Sem dúvida alguma.
O importante é fazer algo de que se gosta. Isso já é meio caminho andado para sermos bem sucedidos tanto a nível académico, como a nível profissional.
No final, acabei por perceber que o curso que realmente quero é o de Direito. Primeiro porque é a área que sempre me atraiu, e uma licenciatura de Direito dar-me-á mais flexibilidade e abrangência em termos profissionais do que uma de Solicitadoria.
Às vezes nem sempre o caminho mais curto ou fácil é o certo.

Ângela Barbosa

Blog  // Facebook 

Desde cedo percebi que queria tirar um curso superior, e desde sempre queria ser Jornalista.

Quando terminei o 12º ano eu tinha duas certezas: queria ir para a universidade/faculdade e não queria que fosse no Porto. Candidatei-me a 6 universidades espalhadas pelo país e acabei por entrar na ESTA (Escola Superior Tecnologias de Abrantes) que pertence ao Politécnico de Tomar no curso de Comunicação Social.

Entrei numa faculdade pouco conhecida mas que me mostrou muito. Estive 2 meses lá, eram 315kms (para cada lado) que me separavam da terra natal e eu não podia estar mais feliz. Conheci pessoas incríveis, tive noção do que é o espírito de integração e união para quem está longe de casa. Chorei, ri, aprendi e fui feliz (muito feliz). Mas o que é bom acaba depressa. Ao fim de 2 meses percebi que estar numa universidade pública longe e estar numa privada perto de casa os valores monetários ficam muitos próximos. Com isto os meus pais decidiram mudar-me para a Universidade Lusófona do Porto onde tirei Ciências da Comunicação e da Cultura na vertente de Marketing, Publicidade e Relações Publicas. Uma universidade privada no Porto. Pelas contas, ficaria mais barato estar cá do que em Abrantes.

Mas não queria ser jornalista? – Perguntam vocês. Sim, queria e quero. Mas no mercado de trabalho atual é mesmo difícil então optei por outro caminho que também me fascina.

Não foi fácil, a universidade é algo dispendioso. É propinas, livros, fotocópias, passes, casa (para quem está longe) , alimentação e claro o dinheiro para “sobreviver” aos dias. Mas existem ajudas como a bolsa da DGES e Bolsas de mérito e também a associações. Basta fazerem uma pesquisa na internet. Também podem arranjar um part-time (como eu fiz) e sempre ajuda com as contas.

Eu aconselho todos que tenham oportunidade para irem! Aprendemos muito e não é só em aulas. Se querem ir, não desistam!

Daniela Santos

Blog // Facebook

Entrei para a escola “cedo” por isso acabei o 12º com 17 anos. Nunca tive muito interesse pela escola, visto que tínhamos de ser todos iguais e pensar da mesma forma por tanto o meu interesse pela faculdade era nulo. O grande problema é que tinha 17 anos e para entrar no mercado de trabalho era impossível.

Os meus pais diziam para estudar, mas não me sentia bem estar a pagar imensas propinas e não ter interesse pelos estudos, mas também não me sentia bem ficar meio ano em casa sem fazer nenhum. No ultimo dia das inscrições decidi inscrever num CET em Santarém. Era apenas um ano, ficava com mais uma pequena formação e quando acabasse já tinha 18 anos. Assim foi, mas apercebi-me que o curso era diferente da escola, ou seja, cada um podia ser como quisesse e pensar de forma diferente (os professores até agradeciam) e foi nesse curso que percebi do que gostava realmente.

Acabei o curso e tive logo uma proposta de emprego, numa área completamente diferente, mas mesmo assim aceitei. Aceitei porque, não me sentia preparada para estudar durante mais 3 anos, não me sentia preparada para andar a “esbanjar” o dinheiro dos meus pais, ou até mesmo para eles andarem a fazer sacrifícios enquanto não tinha a certeza. Tinha medo de seguir em frente e ao fim de um ano desistir.

Apesar de tudo queria a minha independência e com o emprego consegui ter a minha casa. Para mim foi uma decisão acertada, apesar de hoje em dia ser necessário a licenciaturas ou o mestrado. Mas além das licenciaturas, também é necessário experiência profissional, por isso acaba por ser complicado arranjar trabalho mesmo com formação. Na minha opinião não é uma formação que demonstra um bom profissional, mas sim a vontade para tal.

Inês Miranda

Blog // Facebook

Eu vou ser sincera, era uma aluna mediana no secundário, achava que a matéria não tinha nada a ver comigo, só algumas disciplinas e mesmo assim não me cativava, era aquela idade da turbulência de emoções e dos desamores, enfim, vocês sabem. Mesmo assim sempre tive uma paixão, algo que me cativava, que me vi-a a dar felicidade no futuro, a psicologia. Entrar na universidade foi decisão minha e felizmente foi a melhor decisão que fiz na vida… adoro o curso, adoro a faculdade, as amizades que criei, a praxe… posso dizer que está a ser a melhor experiência académica que tive nestes 20 anos de existência. Acho que se algum de vós tem um sonho que passa pela universidade, lutem por isso, são os melhores anos da nossa vida. Beijinhos!

 

Espero que tenham gostado! Deixem nos vossos comentários a vossa opinião! Vão entrar para a faculdade em Setembro? Vão trabalhar? Fazer Gap Year? Contem-me tudo!

 

Beijinhos, Raquel

Comentários
Share on
Previous Post Next Post

You may also like

1 Comment

  • Reply Naty Garcia

    Já te tinha dito antes, mas a ideia de fazer um post deste género foi fantástica Raquel. Mais ido que ajudar a escolher o que vestir no 1º dia de aulas, o importante é tentar ajudar de alguma forma quem pode estar indeciso sobre o caminho a seguir seja porque não ficaram colocados na sua primeira opção ou porque estejam a pensar em fazer uma pausa, ou escolher cursos com vertentes mais práticas. Parabéns pela iniciativa! 🙂

    22 Agosto, 2017 at 19:31
  • Leave a Reply