Hoje começo uma nova rubrica por aqui, com um nome ainda a definir, onde eu pretendo falar e expor a minha opinião sobre diversos temas e assuntos – polémicos ou não.

Infelizmente não começo de uma forma muito alegre mas, depois de tanto alarido na internet, decidi que também eu queria falar disto: O Desafio da Baleia Azul.

 

Para quem ainda não sabe do que se trata eu explico.

Há pouco tempo começou a viralizar na internet um jogo com este nome, onde os participantes são orientados por uma pessoa que se denomina de “curador” e incentivados a participar em 50 desafios. Consistem em assistir certos filmes de terror, ouvir certas músicas, fazer vários rituais, mutilarem-se e, no último desafio de todos, a matarem-se.

É preocupante? É! Muito! Em especial quando já foram relatadas diversas mortes por causa disto. No entanto a minha opinião poderá ser mais controversa e ferir algumas susceptibilidades. Não se preocupem, somos todos amigos mesmo quando temos opiniões diferentes.

Estamos em 2017, um ano em que grande parte dos jovens tem fácil acesso à internet. Acesso esse que em grande maioria não é vigiado pelos pais. Eu tive o meu primeiro computador com acesso à internet quando tinha uns 11/12 anos e já nessa altura – em 2005 – o meu acesso não era vigiado pelos meus pais. Penso que nem sabiam o que era a supervisão parental.

Durante toda a minha experiência na internet eu fiz e vi muita coisa. Sempre fui (demasiado) curiosa e isso levou-me a pesquisar um bocado sobre tudo. E acreditem, eu vi mesmo muita coisa…

Ora, nessa altura eu estava na idade ideal. Este jogo é desenhado para jovens entre os 8 e os 14 anos, uma vez que se consideram mais fáceis de iludir e manipular. Na minha altura não havia baleias mas havia muitos outros perigos.

Acontece que ao longo de tantos anos online – grande parte deles passados a bloggar – apercebi-me de que muitos jovens usavam a web como forma de escaparem aos seus problemas da vida real. Eu também o fiz. Na altura os culpados por várias mortes eram diversos: desde blogs, bandas, sites, filmes… Hoje o culpado é só um.

Mas afinal o que é que eu penso?

É um jogo preocupante, que nunca em momento algum deveria ser testado por alguém. No entanto há vários jovens a fazê-lo. Sou, no entanto, da opinião que jovens equilibrados e saudáveis mentalmente não se deixam influenciar desta forma. Um jovem e adolescente com uma vida saudável não se vai querer matar só porque sim. Independentemente do poder de persuasão destes “curadores” é importante termos em conta o poder de estabilidade emocional dos jovens que nos rodeiam.

Hoje em dia o tempo que os pais dedicam aos filhos é cada vez menor. As crianças na escola são vitimas de bullying e muita gente diz que são apenas brincadeiras de crianças. A depressão tornou-se, infelizmente, uma doença da moda que parece dar um certo estatuto às pessoas que dizem que têm. E isso é um problema de facto grave!  A depressão é uma doença séria, que precisa de tratamento clinico e que afecta a vida de milhares de pessoas. Muitos jovens sofrem desta doença e não falam, por vergonha!

O que vos quero pedir hoje é compreensão e atenção. Se conhecem jovens falem disto com eles. Não os deixem cair nestes jogos, façam-nos perceber que os seus problemas são reais e que há sempre alguém disposto a ajudar. E caso sejam vocês mesmos a precisar de ajuda, por favor procurem-na! Não tenham vergonha.

Precisamos de crianças e jovens fortes a nível físico e emocional. Precisamos de cuidar de uma geração que será sempre o futuro.

E por favor, deixem de chamar a estes miúdos de doidos. Se há comentários que vi que me deixaram magoada foi ler “estes jovens são mesmo estúpidos”; “se fosse minha filha levava logo duas chapadas”; “há com cada moda.”

Problemas psicológicos não são estúpidos, e curam-se com acompanhamento próprio!

Espero que gostem desta nova rubrica, embora não seja um tema muito leve para um final de domingo!

Comentários

Related Post

Etiquetas:, ,